Entenda o que é a TV 3.0 e como o governo estuda a chegada da novidade no Brasil

A era da tecnologia é agora, e as novidades não param de surgir. O que está pra chegar, provavelmente, no próximo ano em solo brasileiro é a TV 3.0. Essa nova ferramenta vai possibilitar mais interatividade para a audiência, que poderá usar aplicativos nos canais de TV aberta. Assim os canais disponibilizarão conteúdos sob demanda via TV aberta. Além do mais, a programação ganhará o plus de uma personalização maior, satisfazendo ainda mais o público.

É notável que essa novidade visa adequar a TV ao ritmo de funcionamento digital da atualidade, no qual o público torna-se cada vez mais uma fonte interativa e participativa nas programações televisivas, como em jornais e programas de entretenimento. A audiência cada vez menos é “apenas” consumidora, e isso é um grande atrativo pra aumentar a audiência dos veículos televisivos.

Algumas aplicações da nova geração de TV aberta são realizadas com a internet, no entanto, a conexão não é necessária para que o sinal da TV 3.0 seja recebido. Além do aspecto interativo, essa tecnologia também entregará uma maior qualidade de som e imagem para os telespectadores, dispondo de imagem em 4k e som imersivo. Essas ferramentas, inclusive, não são possíveis de se encontrar na TV digital. Parece até cinema!

O governo brasileiro planeja iniciar as instalações do novo tipo de TV em 2025. O Ministério das Comunicações tem como meta a definição de qual tecnologia que será usada até o final deste ano. Espera-se que, no início do ano que vem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assine um decreto que estabeleça a utilização da tecnologia, pela recomendação do Ministério, além do pedido de adequação das emissoras ao novo sistema operacional.

Nesta quarta-feira (3), o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, afirmou que o governo analisa a criação de linhas de crédito para as emissoras investirem na TV 3.0. “Nós temos buscado dialogar, temos reuniões marcadas com bancos de fomento do governo, para que possamos estudar essa possibilidade”, relatou.

A gestão federal ainda discute, segundo Juscelino, o financiamento da implementação, porque as emissoras têm perdido receita, devido à competição com as plataformas de streaming e redes sociais.

“Nós temos defendido isso justamente para entender a necessidade para que o setor de radiodifusão implemente essa nova geração da televisão aberta brasileira de forma mais rápida para a população. Isso carece de muito investimento e sabemos que o setor de radiodifusão foi extremamente atingido recentemente com a chegada das mídias digitais, das mídias sociais, que pegou um bolo significativo das receitas do setor”. O ministro esclareceu que a tendência é de uma constante adaptação da cadeia industrial para a nova realidade, e o Brasil deve se incluir nisso.

“Na sequência, toda a cadeia industrial do setor vai se adaptando e produzindo os equipamentos necessários, que vão de transmissores, conversores, novos televisores”, explicou.

Japoneses e estadunidenses brigam pelo fornecimento de materiais para a instalação da nova TV no Brasil. O Ministério das Comunicações recebeu 32 contribuições numa chamada interncacional. Wilson Diniz, secretário de Comunicação Social Eletrônica, afirmou que o modelo japonês, o europeu e o americano chegaram na escolha final, após testes, e por fim apenas o europeu ficou pra trás. Mas Diniz não joga fora totalmente a ideia de mesclar o sistema com ideias da tecnologia europeia.

Atualmente não há modelos de TV disponíveis no mercado brasileiro que possam receber o sinal da ‘TV 3.0’. Então, no primeiro momento de implantação, conversores serão necessários para o uso da ferramenta, até que novas TV’s habilitadas para o sistema cheguem ao mercado.

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