Após Stela admitir que prefeitura deve a IBDS, município nega calote e corre risco de ficar sem médicos no hospital

Após a ex-secretária de saúde, Stela Souza, admitir que a Prefeitura de Madre de Deus deve quase R$ 1 milhão ao Instituto Baiano para Desenvolvimento da Saúde (IBDS), que prestou serviço médico no Hospital Dr. Eduardo Ribeiro Bahiana, município nega calote e corre o risco de ficar sem médicos na unidade.

A informação foi divulgada em reserva por profissionais de saúde nesta quarta-feira (1º). Eles afirmam que caso a prefeitura não pague os salários referente ao mês de agosto deste ano até o dia 3 de dezembro, a categoria pedirá demissão em massa do hospital, deixando a cidade sem médicos para atendimentos de urgência e emergência.

A prefeitura divulgou uma nota no domingo (28) informando que não deve nada empresa que presta serviço no hospital e a nenhuma outra.

O texto foi rebatido na terça-feira (30) pelo vereador Marden Lessa, que afirmou ter provas que a prefeitura deve a atual empresa e confronta as declarações feitas pela ex-secretária de saúde.

Stela Souza havia informado durante um programa na rádio Madre FM que tem o conhecimento da dívida com a IBDS ao ser questionada por um dos apresentadores.

“Tenho conhecimento e pretendemos pagar, se puder pagar, sim!”, disse na ocasião.

Stela explicou ainda que na verdade a dívida não é dela, é do município e do gestor maior, o prefeito Dailton Filho.
Segundo ela, Dailton teria determinado uma avaliação para saber se o município poderia pagar a dívida.

A ex-secretária de saúde chegou a afirmar na época que se a prefeitura tivesse devendo a ela, já teria entrado na justiça para receber o pagamento.
Ela lembrou que houve uma reunião na qual discutiram por cerca de 2 horas para definir como seria pago o valor para IBDS.

Stela contou que não poderia repassar o valor para empresa sem garantias de que os profissionais seriam pagos.
De acordo com ela, depois de uma longa discussão foi definido que a prefeitura pararia os 70% a IBDS e o instituto pagariam aos médicos.

A ex-secretária reforçou que a IBDS cumpriu com a parte dela e pagou aos médicos e que ficou determinado que a prefeitura pagaria os meses de janeiro e dezembro ao instituto, abatendo os 30% do que supostamente poderiam não ter executado.

Stela chegou a dizer que iria pagar o mês de janeiro a IBDS, mas de acordo com a empresa esse pagamento nunca foi feito.
Ela fez uma analogia para escapar da responsabilidade de ter assinado um termo de comprometimento para pagar a IBDS.

Stela apontou que poderia ter dado uma “caneta”, mas ao descobrir que a caneta não era dela, não poderia dar.
Logo depois, foi interrompida por outro apresentador que rebateu a ex-secretária destacando que se a caneta não era dela, ela não poderia dar.

A então secretária insistiu na época que se não sabia que a caneta não era dela e por isso não poderia dar.
Logo depois, ouviu do apresentador: “Se a caneta não é sua a senhora não dá né secretária?! Vai dar o que não é seu.”
Um dos reprováveis pela IBDS disse a reportagem que o pagamento ainda não foi efetuado e que a secretária de saúde, Sallete Guimarães, ainda não procurou o instituo para resolver as pendências.

A dívida da prefeitura que havia sido atribuída ao ex-controlador, Lucas Mollicone, ainda não foi paga.

O Madre Sem Média entrou em contato com a secretária de saúde, Sallete Guimarães, por volta das 8h40 desta quarta (1º), mas até o fechamento dessa reportagem os questionamentos não foram respondidos.

Veja o vídeo:

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