Funcionária terceirizada de Madre de Deus cobra salário atrasado e diz que estão de pés e mãos atadas

Uma funcionária que presta serviço terceirizado no centro de atendimento à covid-19, em Madre de Deus usou as redes sociais para cobrar os salários atrasados e benefícios trabalhistas nesta quarta-feira (23).

A mulher que não foi identificada fez imagens de dentro do covidário e destacou que falta estrutura para atendimento de pacientes.

A colaborado disse que faz tempo que os médicos não atendem no local. Ela atribui a ausência a falta de pagamento e registra o centro de atendimento à covid-19 vazio. Ela mostra a sala usada pela administração da empresa com enorme cadeado, enquanto ela anda pelos setores apontando que não há atividade no local.

Uma funcionária disse a reportagem Madre Sem Média que o secretário municipal de saúde chamou a polícia para os colaboradores que estão com os salários atrasados.

Um grupo de pessoas que trabalham no covidário foram confrontadas a atender pacientes no local que está sem médicos.

Um homem não identificado disse que o problema é deles. As talhadoras rebateram o sujeito que foi apontado como funcionário da empresa que presta serviço ao Hospital Municipal.

As funcionarias cobraram respeito e estrutura para que pudessem realizar atendimento.

De acordo com o diário oficial publicado no dia 3 de setembro pelo portal de transparência, a prefeitura celebrou um contrato de mais de 2,4 milhões com a empresa 5S para implantação e adequação do Centro de Referência para o Tratamento ao COVID-19, para realização de atendimento primário, realização de testes Rápido, sorológico e/ou SWAB) em Madre de Deus.

Após vários dias de problemas enfrentados pela falta de médico, os funcionários começaram se manifestar que não estava recebendo os salários na data correta.

Eles paralisaram as atividades, mas não obtiveram retorno. Na manhã de terça (22) fizeram uma manifestação em frente ao centro administrativo. Na ocasião, uma funcionária disse que a prefeitura estava tratando os colaboradores com descaso.

O Sindisaúde esteve no local para tentar intermediar uma solução com a prefeitura. Em um vídeo, um dos responsáveis pelo órgão, informou que chegou na secretaria de saúde do município as 11h, e que esperou o secretário até as 16h, mas ele não compareceu.

Um dos prepostos do órgão disse que o município estava desrespeitando os funcionários e afirmou que iria divulgar todas as mazelas praticadas pela empresa com a colaboração do prefeito Jailton Polícia.

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