Vereadores cobram transmissão e voltam a falar de CPI para investigar contratos da Madre FM

Os vereadores Juscelino Silva e Kikito Tourinho reclamaram na terça-feira (12) da dificuldade de fazer um acordo entre a rádio comunitária Madre FM e a Câmara Municipal para transmissão das sessões. Ao ser questionado por Juscelino sobre o assunto, o presidente da Câmara, Paulinho de Nalva, informou que não teria nenhuma dificuldade para transmitir às sessões e aguardava o retorno da direção da rádio local.

Juscelino afirmou que já que o diretor da emissora, Sergio Aguiar, não quis dialogar “harmonicamente”, ele pediu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os contratos da empresa Super Visão “ligada a Sergio da rádio”.

O edil disse que não tem nada contra o responsável pela emissora, mas quer que as sessões sejam transmitidas.

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De acordo com o vereador Kikito, a Casa precisa chamar a rádio para responsabilidade. Kikito destaca que não vai “segurar batata quente de ninguém”.

Sem citar a CPI, Kikito afirmou que é melhor transmitir para não passar para outra situação, dando a entender, que ele se referia a CPI. Há cerca de 4 anos, os vereadores ameaçaram abrir uma CPI para investigar a emissora, mas o caso terminou em “pizza”. Nos bastidores, o próprio diretor afirmava que “não iria dar em nada”.

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Sergio Aguiar disse durante um programa que decidiu, por enquanto, não transmitir às sessões.

Após a divulgação de um dos contratos da rádio, ele disse que buscaria medidas judiciais porque pessoas estavam entrando em sua vida pessoal.

O apresentador disse que ele não estava brincando de rádio, e tem responsabilidade, mas costuma fazer comentário sem conhecimento de causa e acaba adotando uma postura de desserviço ao município conforme a sua conveniência.

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Não faz muito tempo, o diretor da emissora, Sergio Aguiar, começou a participar de um programa na rádio, mesmo sem habilidade ou experiência em comunicação, ele passou falar sobre diversos assuntos sem conhecimento de causa. Por causa disso, no dia 27 de fevereiro, ele fez um comentário sobre a criança de 2 anos que fez cocô na calça e ficou suja por cerca de 2h no centro educacional.

No comentário, fica claro que ele falou do assunto se baseando exclusivamente na imagem. De forma irresponsável, ele afirmou que a foto que havia sido compartilhada a cerca de 4 dias “era velha”. Depois disse que a direção não poderia deixar “alguém” entrar e fotografar a criança. Ele se quer checou a informação antes de comentar.

O diretor da rádio não sabia que a mãe fez a foto para evitar que uma situação como aquela voltasse a se repetir. No dia seguinte, ele mudou o discurso após perceber que reproduziu informações infundadas e responsabilizou os pais por divulgarem a foto, mas não deu muita a importância a situação que a criança de 2 anos passou.

Perdido na programação, o apresentador costuma pedir apoio aos colegas para confirmar se o que ele está dizendo está correto: “Né é isso?”.

Depois que começou a participar do programa, Sérgio enfrentou críticas de políticos da base e oposição por conta de suas declarações. Ele garante que a rádio não faz política, no entanto, o secretário de esportes Jibson Coutinho participou da programação no dia da mulher, mesmo sem ser anunciado. Antes dele, a vereadora Cláudia Copque fez um enorme discurso em tom político na programação e aproveitou a data para destacar suas ações.

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