Após faltar médico e decreto de restrição se revelar midiático, secretário diz que cidade é destaque no combate à covid-19

Anderson Andrade – Secretaria de Governo na Prefeitura Municipal

Após uma moradora usar uma rede social para denunciar a falta de médico para atendimento à covid-19 e o decreto de restrição para visitantes publicado pela prefeitura se revelar midiático, o secretário municipal de governo, Anderson Andrade (PTB) compartilhou um post na tarde desta sexta-feira (25) afirmando que Madre de Deus é destaque no combate ao vírus.

A reação da web foi rápida, e o advogado Thiago Nagy se manifestou rebatendo o secretário.

Ele chamou Anderson de incompetente nas suas atribuições. No texto, o advogado aponta o secretário como opaco, apagado, sem expressão. Logo depois, define o agente político como “Secretário Fecebook”.

De acordo com Nagy, agora Anderson aparece para contar uma piada dessa na rede social.

Volta para as intrigas dos bastidores, politicamente, é sua melhor atribuição. Tu, botando a cara no sol, é desastre puro!

A prefeitura publicou um decreto na quarta-feira (23), apontando diversas medidas que dependem mais da consciência da população do que das ações da administração. Na barreira, um pequeno número de funcionários dedicados se esforça para realizar a estranha tarefa de aferir a temperatura de moradores e visitantes.

Depois disso, o motorista pode entrar na cidade sem qualquer impedimento. Mesmo que o veículo tenha uma mensagem que neste grande espetáculo político seja difícil de ler: “Tenho covid-19, mas não tive febre”.
Entre discussões cansativas rasas sobre o poder, o secretário de governo se demonstrou incapaz de auxiliar a prefeitura na tarefa de governar.

Sem musculatura política para disputar a eleição ou potencial de articulação, investiu todo o esforço na web, mas não obteve êxito. Gerando debates desnecessários que fugiam do foco de conquistar votos.

Alternado entre a argumentação frágil e delírios de grandeza, fez dezenas de publicações numa rede social que só renderam críticas.

Nos bastidores e às vezes publicamente, foi classificado como “pão com ovo”, “presidente bandido”, “canalha” e “traíra”. Alguns vereadores o acusaram de utilizar uma página no Facebook para atacar desafetos políticos.

O sorriso dele ganhou um amarelo cinzento, depois, perdeu a cor ao longo da campanha.

Assim como uma raposa, ele regougava no canto da boca, na tentativa de exprimir uma ideia política inconsistente, segundo aliados.

Vestido como alguém que acabou de perder o emprego e com blusa meio desabotoada. Ele perambulou pelos corredores do poder dando opiniões tão estranhas que fugiam da realidade até para uma criança de 7 anos. Com idade mental inferior a essa, ele seguiu como um desafortunado, sem rumo, tentando vender uma grande enciclopédia política no mundo digitalizado.

Agora, continua olhando pelas lentes embaçadas do retrovisor, chegando à dura conclusão de que vender o único amigo político por seis meses de salário, foi um preço alto a pagar. Ele entrou na campanha como pseudo-articulador e saiu apontado como judas.

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