Presidentes de associações de desempregados de Madre de Deus trocam acusações de extorsão

Os presidentes de Associações de Desempregados de Madre de Deus, Alexsandro Ramos (Alex) e José Neto trocaram acusações por meio de vídeo e áudio que os dois divulgaram nas redes sociais. A discussão começou na segunda-feira (28) após Neto rebater um fake no Facebook que o acusou de extorsão para garantir vagas de emprego através da associação. Durante o vídeo que Neto gravou para alfinetar o colega, ele aponta que vários desempregados estão em busca de vagas. Depois, diz que está sofrendo represália na web. Segundo ele, nenhum dos trabalhadores do local foi extorquido.

“Ninguém cobrou nada do trabalhador, ninguém tá tomando dinheiro na mão de trabalhador, a gente tá colocando mães e pais de família para trabalhar. Não é só de Madre de Deus não é da região”, diz e acrescenta que está à disposição de qualquer um, inclusive da imprensa. O Madre Sem Média tentou falar com Neto por telefone e mensagens, mas até a publicação dessa reportagem não obteve retorno. Apesar de Neto não citar nomes. No final do vídeo, um homem ao lado dele, conhecido apenas como Guedes acusa Alex e Renan de extorsão.

“ Só pra lembrar que o descarado que fez isso foi um tal de Alex e Renan que é de uma porra de uma associação, que foi na minha casa querer me obrigar a dar vagas pra eles. Então, isso aqui não está partindo da gente”, disse.

Logo depois, um rapaz diz que isso atrapalha os pais de família e chama Alex e Renan de “descarados”.

“Precisando de um emprego, precisando trabalhar, atrasando o lado de um bocado de pai de família. Esses descarados!”.

Veja o vídeo:

Logo no início do áudio, Alex pede que a gravação seja compartilhada para chegar aos envolvidos. Segundo ele, as pessoas que “supostamente “estão envolvidas no processo de contratação da empresa Náutica que compraram ou não compraram vagas com Neto da associação de desempregados: “Quero deixar claro que nem eu Alexsandro e Renan, não tem nada ver com o processo”.

Ele segue afirmando que não estão impedindo ninguém de serem contratados. “Em Madre de Deus como existem associações em outras cidades também existem associações e a cota maior do contrato está com Madre de Deus”. Segundo ele, as ações da localidade onde a empresa prestará serviço teriam denunciado que as vagas teriam sido vendidas a dona do contrato. “Houve a denúncia e pessoal está com medo de não fichar”, diz. Ele destacou ainda que todos sabem onde encontrá-lo e qualquer dúvida será esclarecida.

“Homem que é homem fala cara a cara, não tem negócio de conversinha por trás nem fica soltando sugesta em grupo não”, completa.

Ouça o áudio compartilhado:


Alex disse ao Madre sem Média que Neto teve um contato com um supervisor da empresa Náutica e o supervisor passou para ele várias vagas de emprego. Ele conta que de acordo com trabalhares da cidade estas vagas estariam sendo vendidas por Neto. Segundo ele, o rapaz do vídeo identificado apenas como Guedes teria contratado trabalhadores, mas não cobrou. Ele acrescenta que Neto vendeu às vagas aos desempregados, e um deles, teria publicado a imagem de Neto no Facebook e cobrou o dinheiro.

“Agora Neto tá acusando a gente porque vai ter que devolver o dinheiro aos trabalhadores”, disse. Ele completa afirmando que eles não têm nada a ver com isso, e acusa Neto de ser o responsável por vender as vagas. Ele também disse à reportagem que conversou com Guedes, mas recebeu a informação que as vagas foram preenchidas e passadas para Neto. Ele disse que agradeceu e falou que se tivesse alguma vaga disponível era para entrar em contato com ele.

Após a confusão, o caso foi parar na delegacia. Alex conta que Guedes teria registrado um boletim de ocorrência contra eles.

“No final agora ele (Neto) saiu prejudicado porque não tem prova de nada. Tudo que estou argumentando eu tenho como provar. Tenha uma denúncia no Ministério público e na Delegacia”, diz.

Ouça o áudio da entrevista:


Os representantes das associações chegaram a participar de vários movimentos juntos em portão de empresas e na câmara municipal, mas a parceira  durou pouco tempo.

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