Paulinho lamenta, diz que sente vergonha e oferece apoio após vereadores relatarem ameaças

O presidente da Câmara de Vereadores, Paulinho de Nalva (Republicanos), lamentou na sessão de terça-feira (18) após ouvir os discursos de parlamentares que relataram ameaças.

Paulinho afirmou que é com muita tristeza que assiste o rumo que política vem tomando em Madre de Deus.

Ele classifica a política de “pressão” e “opressão” direcionando ao vereador Marden Lessa (PSB) que havia relatado que folgaram os 16 parafusos do carro dele e conta que tem recebido mensagens de intimidação no celular.

Marden chegou a afirmar que está tomando as providencias cabíveis ao lado da Câmara e do pré-candidato a prefeito Dailton Filho (PSB) e que vai até a Secretária de Segurança Pública. “Se me matar, já sabem quem foi”, alertou Lessa.

— O presidente do Legislativo, se posicionou de forma enfática sobre as declarações.

“É com muita vergonha, é com muita tristeza que eu estou falando isso aqui vereador. Minha irmã foi vereadora de 2000 há 2008, dois mandatos, foi oposição a ex-prefeita Carmen. Eu nunca vi isso na minha vida, vereador ter medo de fazer sua própria política, nunca vi é a primeira vez”, lamentou Paulinho.

Ele ofereceu apoio a Marden, destacando que tanto ele quanto o poder Legislativo estariam de braços abertos para ajuda-lo no que for preciso.

“E se for possível a gente vê com o jurídico se está Casa pode contratar um segurança para vossa excelência. Se poder contratar essa Casa vai contratar”, disse.

Paulinho endurece o tom das declarações, apontando sem citar nomes, que o prefeito Jailton Polícia (PTB), está fazendo várias pesquisas.

“Bote na rua, registre, esse vereador aqui que vos fala tá batendo na cabeça, todas as pesquisas”, disse o parlamentar, afirmando que não tem medo de fazer política na oposição.

O Pastor Melk (SD) disse  que o vereador é um poder constituído e pode se expressar da forma que ele bem entende. Segundo ele, parece que estamos voltando ao tempo dos coronéis, e que para ocupar um cargo público depende da relação que tem com o coronel.

Melk destacou sem citar nomes que o vereador está sofrendo covardia, intimidação e ameaças: “E olhe que nós não estamos vivendo regimes totalitários”.

Ele afirma que vivemos numa democracia, e quer ter o direito de se expressar e fazer críticas no plenário da Câmara.

“Eu quero ter o direito de dizer aqui neste púlpito, o que eu acho da saúde de Madre de Deus e ter tranquilidade para terminar o meu discurso e sair por essa porta, não está sofrendo nenhum tipo de ameaça. Eu quero ter o direito de andar pelas ruas sem está preocupado se alguém vai me pegar ou não”, disse.

Ele completa, destacando que quer ter o direito de ir e vir e sair da cidade, sem a preocupação de que vai sofrer um atentado.

“Quando um vereador tem a sua integridade física e emocional ferida, nós deixamos de experimentar essa democracia. Nós passamos a um governo totalitário a uma ditadura”, disse.

Ele faz um alerta aos vereadores e diz que o que acontece com um pode ocorrer com os outros.

Marden agradeceu a fala do presidente Paulinho de Nalva e dos demais vereadores, afirmando que sem citar nomes, que eles vão fazer de tudo.

“A gente balança, balança mais não cai, e se cair Deus levanta. É ele que tá coordenando a minha vida sempre”, disse.

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