Após separação, Jibson tira Claudia da disputa, lança filho como pré-candidato e costura para coloca-la como vice-prefeita

Foto de divulgação no Facebook.

Após 5 mandatos, o ex-vereador e atual Secretário de Esportes de Madre de Deus, Jibson Coutinho saiu de cena. Porém, antes disso, resolveu transferir para Cláudia Copque os seus votos. Na época, ela ainda era esposa dele.

Na eleição de 2016, o secretário tentou tirar a vereadora da jogada e sair candidato pelo Democratas, forçando a parlamentar a deixar o mandato para assumir a secretaria de desenvolvimento social. Apesar da pressão, Cláudia manteve a candidatura e Jibson recuou, contra vontade.

Pouco tempo depois da separação, ele conseguiu tirar Cláudia de cena e decidiu seguir a velha tradição brasileira de que política é um negócio de família, lançando seu filho, Guibson que carrega o sobrenome da mãe, mas vem sendo trazido a reboque pelo pai, que tenta através de manobras ofuscar a inexperiência do herdeiro político.

Segundo aliados, Jibson mantem as rédeas curtas, assim como fez com Cláudia. Outra informação ventilada, é que ele tenta uma costurar para coloca-la como vice-prefeita, mas a vereadora não é vista como grande liderança no grupo. Na Câmara, ela não conseguiu emplacar projetos significativos e o seu mandato foi teleguiado pelo ex-marido, alternando entre o inexpressivo e o improdutivo. Ela deve entregar ao herdeiro um pequeno número de votos que foi reduzindo à medida que a parlamentar desaparecia na Casa.

“Que Deus possa tocar no coração de todos para escolher o melhor”, disse Cláudia no Legislativo nesta terça-feira (11).

Para ela, o filho tem experiência por ter vivido com eles no meio político, porém, a máxima de que “filho de peixe, peixinho é” não pode ser aplicada ao jovem que nunca foi ativo na política. Entretanto, uma outra premissa sobre o que o peixe faz poderia ser aplicada ao mandato de Cláudia que durante quase 8 anos não fez “nada” no legislativo. Com palavras de Jibson, Cláudia tentou impulsionar o nome do filho nesta manhã, mas com uma oratória ruim, o discurso cheio de lamentações não conseguiu emplacar a mensagem.

“Lutei muito porque a política precisa de mais mulheres colegas, mas ainda é um mundo muito masculino. Minha vida não está pautada só aqui, tenho outras coisas”, disse a vereadora que completa alertando que no momento certo vai falar os motivos que a levaram a deixar o mandato: “Meu filho não tem um nome sujo na cidade”. Apesar de não citar nome, parece que a declaração foi endereçada ao seu ex-marido Jibson.

O secretário e patriarca desenvolveu um slogan para pré-campanha utilizando o “G” de Guibson para superestimar o nome do jovem. No entanto, o antigo slogan de “vereadores da família”, seria bem mais realista.

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