Preço do gás de cozinha pode passar de R$ 75 em Madre de Deus após reajuste

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Começou a valer desde segunda-feira (6), o aumento de 3,4% no valor do gás de cozinha. O aumento é em decorrência dos reajustes anunciados pela Petrobras, que entrou em vigor no domingo (5). Antes do ajuste, o preço final do botijão de 13 kg em Madre de Deus, por exemplo, chegou a custar R$ 65, R$ 71 e R$ 73 na cidade. Com a elevação, pode chegar até R$ 75,50.

De acordo com o levantamento realizado pelo site Madre sem Média para o consumidor do município de Madre de Deus, o botijão de gás está custando entre R$ 67 e R$ 75 nas revendedoras. Para quem solicitar a entrega em casa, o preço pode chegar até R$ 75,50. No entanto, o reajuste ainda não chegou em todos os pontos de revenda.

Esse aumento percentual está preocupando os comerciantes que trabalham com revendas de gás no município. Segundo o dono de uma revendedora, Jander Valadão de Souza, conhecido como Jamdinho, com o reajuste, durante uma semana as vendas no estabelecimento têm uma baixa 20%.

Em uma outra distribuidora, o comerciante Hadson Andrade, explicou que não tinha a intenção de repassar o valor para os clientes, mas com o aumento de 3,4% sofrido pela distribuidora, o preço do botijão de gás passará de R$73, podendo chegar a até R$75,50.

O morador Antônio Cesar da hora, de 40, lembra que apesar do aumento nos preços, o salário mínimo não aumenta.

“A cidade tem um dos preços mais caros. O gás passa por aqui! Eu acho muita coisa”, afirma.“Não é bom para ninguém. É muito ruim para o bolso, principalmente para quem está desempregado”, destaca Jucelia do Carmo, 32 anos.

Dona de casa e moradora no bairro do Cação, Camila Anunciação também se revolta com o reajuste no gás de cozinha. Por ser mãe de 2 filhos, ela conta que para se adaptar aos preços, precisará reduzir o uso do fogão na hora de cozinhar.

“Para quem tem 2 filhos, R$ 68 é coisa demais. Esse aumento vai influenciar até na hora de fazer um bolo ou cozinhar um feijão”.

O presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg-BR), Alexandre Jose Borjaili, vê o aumento do gás como abusivo.

“De acordo com a empresa, eles seguem a média do mercado europeu, mas o preço está acima da média. A maioria dos consumidores do GLP são famílias de classe média e baixa, ou seja, usam muito esse gás. A Petrobras produz o gás residencial para o Brasil e compara com os preços internacionais. A população precisa do gás para o combate à fome para fins residenciais, não deveria ser prejudicado”, disse.

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