‘O prefeito disse que ele tá fodido’, é obrigado a gente se foder, diz trabalhadora que está há dois meses sem salário

Um grupo de profissionais da saúde protestam em frente ao centro de atendimento para pacientes com Covid-19 em Madre de Deus na manhã desta-segunda (21). Uma ex-funcionária disse a reportagem Madre sem Média que foi dispensada das atividades, mas a empresa não deu baixa na carteira, não pagou os salários, nem direitos trabalhistas.

“O prefeito da cidade disse que ele já tá fodido! É obrigado a gente se foder junto com ele?”, questionou uma funcionária num vídeo compartilhado na web.

Ela conta que os médicos pararam de ir por falta de pagamento e que a unidade instalada de combate a pandemia não tinha nem propé, e precisavam pedir aos médicos do hospital para atender.

“Vai fazer dois meses que a gente não recebe o salário e não tem uma explicação”, disse. Ela completa apontando que não estão realizando atendendo por falta de salários. Em vídeos compartilhados na web, funcionárias reclamam que o prefeito Jailton Santana não apareceu, e que eles não sabem a quem recorrer: “Estamos abandonados”.

De acordo com o diário oficial publicado no dia 3 de setembro pelo portal de transparência, a prefeitura celebrou um contrato de mais de 2,4 milhões com a empresa S5 para implantação e
adequação do Centro de Referência para o Tratamento ao COVID-19, para realização de atendimento primário, realização de testes Rápido, sorológico
e/ou SWAB) em Madre de Deus.

O montante chegou a ser questionado nas redes sociais e por vereadores na Câmara Municipal. A prefeitura ainda não se posicionou oficialmente sobre o caso.

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