Líder de quadrilha de tráfico de drogas que movimentava R$ 2 milhões por mês, morre em confronto com o COE

Considerado o líder de uma organização criminosa do tráfico de drogas no bairro da Paz, em Salvador, Roberto dos Santos, 36 anos, o ‘Beto’, morreu em confronto em uma megaoperação denominada ‘Guerra e Paz’, com agentes do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) da Polícia Civil, em Villas do Atlântico, no condomínio Intervillas, moradia de alto padrão, na cidade de Lauro de Freitas. O auto de resistência foi registrado na manhã desta quarta-feira (5). O resultado da ação policial foi apresentado na sede da Coordenação de Operações Especiais (COE), no Aeroporto.

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), no momento em que equipes da COE chegaram na casa, Beto correu para um dos cômodos e reagiu atirando. A polícia revidou, Beto foi atingido e socorrido para o Menandro de Faria, mas não resistiu.
Com o chefe da organização foram apreendidos uma pistola fabricada na Rússia calibre 9 mm, carregador, munições, um veículo modelo Spin e documentos falsos (RG, CNH e Título de Eleitor) em nome de Marcos Silva Machado.

Na casa foi cumprido ainda o mandado de prisão contra Jucileide Pereira Vieira, 29, esposa de Beto. Ela fazia parte do núcleo econômico da quadrilha e agilizava a lavagem do dinheiro adquirido com o repasse de drogas. Estabelecimentos de fachadas (salão de beleza, lojas de artigos infantis, comércio de bijouteria e locação de imóveis) eram utilizados para validar os recursos ilícitos.

Conforme a SSP, a megaoperação ‘Guerra e Paz’, deflagrada pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) da Polícia Civil e pela Superintendência de Inteligência da SSP, desmontou um esquema que movimentava R$ 2 milhões em drogas por mês.

Fonte: Ascom / Alberto Maraux

 

Mandados e confrontos

No Bairro da Paz foram localizados Jucilene Pereira Vieira, 33, a ‘Fia’, Jaqueline Pereira Vieira, 20, ambas irmãs de Jucileide, Hermínio Oliveira Moreira, 43, Cristiano Cândido dos Santos, 40, Bárbara Santana Barreto, 30, Elias Cunha Braz, 33, Luan Almeida dos Santos, 18, Silvano Sena dos Santos, 25, Cristiano Timóteo do Nascimento, 32, Cleiton Couto Pinto, 22, Rodrigo Pereira Neri, 26, Eliseu Silva do Nascimento, 21, e Joilma dos Santos Reis, 26, todos presos por determinação judicial.

Nos cumprimentos de mandados de prisão de Darlan Oliveira da Silva, 25, Leandro de Jesus Ramos, 28, e Rodrigo Conceição dos Santos, 29, houve confronto. O trio foi socorrido para o Hospital Menandro de Faria, mas não resistiu.

“Estamos com as equipes ainda em campo e monitorando outros possíveis alvos. Importante ressaltar o apoio do SI da SSP. Trabalho primoroso e reforça o combate ao tráfico em 2018”, destacou o diretor do Draco, delegado Marcelo Sansão.

A ação resultou ainda na apreensão de quatro pistolas, um revólver, cerca de 50 kg de maconha e crack, R$ 17 mil e três veículos (dois carros e uma motocicleta). O cão Funk, da raça Cocker Spaniel, pertencente à Coordenação de Operações com Cães da COE indicou a localização da droga, que estava enterrada.

“Foram quase 500 dias de investigação e a Polícia Civil precisa ser parabenizada pelo excelente levantamento dos alvos. Essa é a resposta do estado. Não permitiremos que criminosos mandem em bairros”, afirmou o comandante do Policiamento Especializado (CPE), coronel Humberto Sturaro.

Pela Civil, além do Draco e da COE, os departamentos de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), de Polícia do Interior (Depin), de Inteligência Policial (DIP), de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Polícia Metropolitana (Depom) e da Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter) participaram da ação.

Já a Polícia Militar atuou nos cumprimentos com policiais do Comando de Policiamento Especializado, através do Setor de Inteligência, Batalhão de Choque (BpChq), Grupamento Aéreo (Graer), Esquadrão Águia, além da Rondesp Atlântico e da 15ª Companhia Independente (Itapuã).

A ação também contou com informações da Superintendência de Inteligência da SSP, através do Disque Denúncia, Laboratório Contra a Lavagem de Dinheiro, coordenações de Inteligência e de Operações e com o trabalho do Departamento de Polícia Técnica.

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